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A Criança Excepcional

Criana_excepcionalO Espírito encarnado, quando transita pela fase infantil de sua existência física, pode sofrer determinados embaraços.
A deficiência física e/ou mental é uma experiência difícil para filhos e pais na convivência doméstica.

Quando analisamos sob a óptica espiritual, abandonamos a idéia materialista de crianças marcadas pelo azar ou pelo capricho do destino como se fossem inferiores às outras.
Indagados por Allan Kardec sobre esta possível natureza inferior, os Espíritos responderam que não se trata de inferioridade moral, por vezes, tratando-se de espíritos mais inteligentes que a maioria dos homens, mas que “sofrem da insuficiência dos meios de que dispõem para se comunicar”.
Um dos maiores axiomas espíritas é aquele de que todo efeito tem uma causa.  Logo, deduzimos haver uma causa para que esses espíritos vivam tal experiência, causa justa, levando-se em consideração a infinita bondade e justiça de Deus.
Todos os obstáculos que não resultem de ações na vida atual procedem de atitudes nas reencarnações passadas.  Analisar esta realidade é aprender a compreender problemas, é oportunidade que recebemos para vencer as imperfeições e purificar-nos espiritualmente.
Allan Kardec nos convida: “Rendamos graças a Deus, que, em sua bondade, faculta ao homem reparar seus erros e não os condena irrevogavelmente por uma primeira falta”.
A Providência Divina permite que determinados espíritos reencarnem nesta condição, para aprenderem uma grande lição através do constrangimento a que ficam sujeitos, totalmente impossibilitados de se manifestarem normalmente.
Os amigos espirituais alertam: a imensa maioria dos casos de crianças portadoras de deficiência física e/ou mental são aqueles que se voltaram contra si mesmo, buscando na porta ilusória do suicídio, o fim de dificuldades somente vencidas através da fé, da perseverança e da boa vontade.  O remorso, aliado aos prejuízos causados pelo ato infeliz, faz que o espírito não disponha de condições nem de méritos para retornar às lidas terrenas num corpo físico isento de quaisquer lesões.
Chico Xavier, inspirado por Emmanuel, nos lembra: “Os remanescentes do suicídio acompanham a criatura que praticou a autodestruição para a vida do Mais Além”.  E com certeza carrega esses mesmos estigmas para a nova vestimenta física.
De acordo com a região orgânica atingida pelo ato suicida, o espírito carregará deficiências.  Prejuízos no centro da visão levam à cegueira; no pescoço/coluna vertebral causam a paraplegia; nas regiões mais complexas do cérebro, acarretam a idiotia, e assim por diante.
Emmanuel confirma, dizendo: “A criança excepcional é o suicida reencarnado, reencarnado depois de um suicídio recente”.
Os pais, como em qualquer ambiente doméstico, trazem vínculos profundos com esses filhos, carregando uma parte dos motivos que ocasionaram a queda desses espíritos, e, como tal, devem lutar e sofrer com eles.  Por outro lado, podem ser espíritos com grande capacidade de amar volvendo à Terra, para amparar essas criaturas em tão difícil experiência reparatória.
Não pensemos que a existência como excepcional seja perdida em termos de aprendizado.  O Espírito sofre por não poder manifestar-se, contudo mantém todas as suas faculdades e gradativamente aprenderá a não utilizá-las mal.Livro_um_desafio_chamado_fam  Crianças excepcionais significam, muitas vezes, o retorno de grandes intelectuais, gênios que caíram no orgulho e no abuso.  Os mentores da vida maior elucidaram a Kardec: “A superioridade moral nem sempre guarda proporção com a superioridade intelectual”.
Sobretudo, quando fora do corpo, têm – de acordo com o grau evolutivo de cada um – percepção da situação e da prova a que estão submetidos.  Chico Xavier elucida como se sentem e como são tratadas: “Sentem e ouvem, registram e sabem de que modo são tratadas; elas são profundamente lúcidas na intimidade de próprio ser”.
Fonte: Livro - Um Desafio Chamado Família / Autoria de Jeomar Nazareth – Minas Editora.
 

“A excepcionalidade não é do espírito, são limites orgânicos impostos pelas próprias dívidas ao ser em evolução”. Divaldo Franco

Publicado na coluna da Liga Espírita Pelotense no dia 29 de Agosto de 2011 – JORNAL DIÁRIO DA MANHÃ

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